sábado, 6 de março de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
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O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, pediu às nações do mundo para se levantar contra Israel
18 de setembro de 2009
Foto: Reuters
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O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a negar nesta sexta a existência do Holocausto judeu e disse que o mundo inteiro tem a "obrigação" de assumir sua responsabilidade frente a Israel para garantir a paz global.
Ahmadinejad fez estas declarações, enquanto dezenas de milhares de opositores a seu regime aproveitavam a manifestação anual em solidariedade aos palestinos para protestar pelas ruas de Teerã, manifestação que foi duramente reprimida.
O presidente iraniano pediu às nações do mundo, e em particular às da região, a se levantar contra Israel, porque sua simples existência as "coloca em perigo", e disse que conter o Estado judeu é um "princípio humanitário".
"O regime sionista é um símbolo de mentiras e decepção, que se baseia em atitudes colonialistas", acrescentou Ahmadinejad no discurso antes do sermão semanal da sexta-feira, segundo o canal de televisão Press TV.
O presidente iraniano também falou do Holocausto, no qual seis milhões de judeus morreram sob o nazismo alemão, que voltou a colocar em dúvida, como em algumas ocasiões anteriores.
"Se o Holocausto, como eles dizem, é verdade, por que não oferecem provas?", perguntou.
Enquanto Ahmadinejad fazia seu discurso, a Polícia antidistúrbios iraniana, com apoio de milicianos islâmicos Basij, reprimia duramente a manifestação dos opositores, que acabaram em enfrentamentos com gás lacrimogêneo, pedras e garrafas no centro de Teerã.
Vários dirigentes reformistas foram agredidos por partidários de Ahmadinejad, incluindo o ex-presidente iraniano Mohamad Khatami e o candidato presidencial Mehdi Karroubi.
Segundo a agência estatal iraniana Irna, o veículo onde viajava o líder opositor Mir Hussein Moussavi foi atingido por pedras e outros objetos contundentes lançados pelos partidários de Ahmadinejad.
terça-feira, 16 de junho de 2009
MahmoudAhmadinejad por
"grande vitória" eleitoral do povo iraniano
Caracas, 13 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, parabenizou o iraniano Mahmoud Ahmadinejad por sua reeleição como chefe de Estado no pleito presidencial desta sexta-feira.Uma nota oficial diz que Chávez se referiu à "vitória" do colega como "muito importante para os povos que lutam por um mundo melhor".O presidente venezuelano deu as felicitações a Ahmadinejad por telefone, logo depois que as autoridades eleitorais iranianas confirmaram a reeleição do chefe de Estado."Durante a conversa telefônica, ambos os líderes ratificaram o compromisso de continuarem trabalhando para o desenvolvimento, cada vez mais estreito, das relações bilaterais".Os dois também expressaram "o desejo de terem um novo encontro em breve", acrescenta a nota oficial. EFE
Mundo: Multidão comemora a
vitória de Mahmoud Ahmadinejad
Após a entrevista coletiva, o presidente do Irã participou
de um grande comício no centro de Teerã. Diante da multidão, o presidente Mahmoud Ahmadinejad
afirmou que não permitirá que a minoria imponha novas
ideias ao país,em alusão aos protestos da oposição.
Para ele, é natural que os derrotados estejam insatisfeitos.
Ahmadinejad afirmou também que não permitirá que nenhum
país interfira nas questões internas do Irã. Ele agradeceu
o apoio popular e reafirmou uma promessa de campanha:
o combate à corrupção.
Israel usou fósforo branco em ataque em Gaza, diz ONU
O fósforo branco é uma substância incendiária cujo uso em armas é proibido por leis internacionais. Israel já negou veementemente a acusação de usar o composto para fins bélicos.
Um porta-voz, Chris Gunness, disse à BBC que as chamas provocadas pelo bombardeio são difíceis de apagar e ainda ameaçam as cerca de 700 pessoas que estão abrigadas no complexo da agência.
“Nós não podemos usar extintores convencionais, porque acreditamos que há fósforo branco. Você só consegue apagar fósforo branco com areia e nós não temos areia em quantidade suficiente para fazer isso.”
“Setecentas pessoas estão lá. Não há nenhum lugar seguro para elas irem. Não podemos evacuá-los porque há confrontos do lado de fora”, afirmou.
A bomba com fósforo branco é lançada por aviões e interage quimicamente com o oxigênio, se incendiando e liberando uma fumaça branca.
Leia mais na BBC Brasil: Bombardeio israelense atinge sede da ONU em Gaza
”Imperdoável”
Uma preocupação da UNWRA é que há veículos com combustível dentro do complexo, e eles poderiam explodir com os ataques.
Outro porta-voz da UNWRA, Johan Eriksson, disse que a agência da ONU entrou em contato com as forças de defesa de Israel e eles garantiram que não iriam disparar contra os prédios da agência enquanto um grupo de funcionário tentava colocar os veículos com combustíveis em um lugar mais seguro.
“Quando nós estávamos começando a fazer isso, mais fósforo branco atingiu o complexo, e nós tivemos que abortar essa tentativa de mudar os tanques.”
"Eles (israelenses) têm as coordenadas de GPS exatas de todos os nossos escritórios na Faixa de Gaza, eles estão disparando contra a parte mais frágil de nosso complexo e (...) esta conduta é imperdoável", afirmou à BBC.
Em Tel Aviv, após se reunir com representantes do governo israelense, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se disse revoltado com o ataque contra o prédio da sede da UNWRA.
Ban disse que ouviu do ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, que o bombardeio foi um "erro grave".
Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que o complexo foi atacado depois de militantes palestinos realizarem um ataque a partir do local. Tal afirmação não pôde ser verificada de forma independente.
Clique aqui para ver o especial da BBC Brasil sobre o conflito no Oriente Médio
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Arquivado em: Brasil, Cidadania, Cinema, Cultura, Debates, Internacional, Oriente Médio, Política — Fefê Alves @ 15:03 Tags: Venezuela, Bolívia, Irã, Mahmoud Ahmadinejad, Brasil, visita do presidente iraniano, Israel, Morumbi, Leblon, Alberto Dines, Observatório da Imprensa, Carta Capital, Idelber Avelar, Biscoito fino e a massa, CIA, Naturei Karta, judeus, direitos humanos, Iraque, Saddam Hussein, Robert Fisk, Donald Rumsfeld, A conquista do Oriente Médio, Mohamed Mossadeq, Mohammed Khatami, Persépolis
E o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad desistiu de vir ao Brasil. Estaria ele muito envolvido com as eleições presidenciais que ocorrerão em junho. Com o adiamento, Venezuela e Bolívia também terão de esperar para uma próxima oportunidade. A mídia brasileira, no entanto, preferiu cobrir mais as manifestações contra a visita do chefe de Estado iraniano, ocorridas no domingo (03). Grupos de apoio a Israel e aos direitos humanos se uniram para afirmar que Ahmadinejad é persona non grata. Jornais e televisões alardearam o constrangimento e certamente influenciaram a comissão iraniana a mudar de idéia e poupar-se desse desgaste.
Pois bem, mais curioso foi procurar artigos a respeito da vinda cancelada e do Irã. Hoje o portal G1 lançou na capa uma matéria com enviado especial para a Jordânia (poxa, jornal brasileiro com enviado internacional?! Coisa rara! Mas não nos iludamos, tem caroço no angú). País, que segundo a CIA e o governo americano, seria exemplo para a toda a região do Oriente Médio. Bom, pelo que conheço de história recente, a Jordânia não é exatamente um país de vontade própria. E isso fica ainda mais claro quando se lê boas referências vindas da CIA. (Sic) Mas isto é pano para uma manga futura. Pois antes preciso revisitar alguns clássicos. Além do mais, o momento é muitíssimo propício para falar do Irã.
Falemos, então!
Nesse mar digital acabei encontrando dois artigos que me gritaram por atenção!Primeiro, o artigo de Alberto Dines. Apesar de ser o âncora do Observatório da Imprensa e possuir uma carreira jornalística bastante interessante, Dines jogou tudo isso às favas e chamando Ahmadinejad de “tiranete”, ironizou a vinda do presidente. Valorizou ainda uma recente morte, na verdade, uma punição capital de uma moça, artista plástica, executada com apenas 21 anos. Escarneceu (e com razão) da mídia brasileira pouco ou nada cobrir sobre o mundo e também relembrou o atentado na Argentina em 1994, creditado pelo governo local ao Irã.
Ok, daremos a César o que é dele: Ahmadinejad foi eleito pelo povo, assim como Bush (tiranete como?! ). Os EUA possuem pena de morte e nem por isso vemos em nossos jornais, ou em jornais de outros países, os nomes dos condenados. O que dirá, extensas matérias com suas vidas contadas, tal como foi sugerido que se fizesse. E por fim: concordo plenamente com o vácuo jornalístico que existe em nossa cobertura internacional e lastimo o atentado na Argentina e igualmente rogo por justiça.
Mas nem só de pêsames foram feitas as emoções ao procurar mais opiniões sobre a vinda ou não vinda de Ahmadinejad. O segundo artigo é de Idelber Avelar e encontra-se tanto no site da Carta Maior quanto no blog “O biscoito fino e a massa”. Nele, o autor desconstrói mitos muito apreciados por nossa inconsequente mídia, a contar:
- “Varrer Israel do mapa”:Apesar de jornais embrulharem peixe e se comprazerem com o “dito”, é preciso esclarecer que isso nunca foi dito pelo presidente iraniano. Avelar aponta as manipulações ocorridas nas traduções do persa para o inglês feitas pelo New York Times e amplarmente difundidas. Inclusive relembra que o Irã não tem um histórico de invasão ou agressão a países, ao contrário de Israel, diga-se.
- Irã e Israel?E para ilustrar mais um pouco, cito o Neturei Karta, organização de judeus ortodoxos que lutam contra o anti-semitismo (o ódio aos judeus) e contra o sionismo (criação do Estado de Israel nos moldes atuais). A própria Neturei afirma que o Estado de Israel como existe não é desejo de todo o povo judeu e deve portanto ser desvinculado do judaísmo. É sim, um Estado que se usa do povo judeu para criar guerras e destruição e favorecer os interesses estadunidenses. E isso nem sou eu quem diz, não, pode ser lido nos textos da entidade e no próprio site. Aliás, deixo ainda um link para um vídeo em que Ahmadinejad recebe líderes judeus.
- Irã-Iraque:Vi recentemente “Persépolis”, uma autobiografia em animação da iraniana Marjane Satrapi. No filme a história de vida da autora se dá em meio acontecimentos históricos como a queda do Xá e a Revolução Iraniana. Inclusive, há referências a guerra Irã-Iraque. Já Avelar relembra que a CIA e Donald Rumsfeld apoiaram Saddam Hussein durante a invasão do Irã. Obviamente, em momento oportuno Saddam deixou de ser aliado e passou a ser inimigo número 1 da América, como todos sabemos.- Irã e a abertura do regimeSe embasando em Robert Fisk, mais precisamente na bíblia “A conquista do Oriente Médio”, o autor do artigo, relembra o governo de Mohamed Mossadeq de 1954, quando a Frente Nacional nacionalizou a indústria do petróleo. Porém, a CIA e sua incólume perspicácia, rapidamente antecipou um golpe de estado e deu a vez ao absolutismo do Xá. E com o Xá, um pacote de torturas, assassinatos e esmagamento da oposição. (Ouso dizer que é a parte mais notável de “Persépolis”).- Irã e EUA?Pois é, para quem não sabe ou nem se lembra, entre 1998 e 2002, gestão do presidente Mohammed Khatami, o Irã assinalou várias vezes desejar aproximar-se do Ocidente e dos EUA. No entanto, o interesse foi rechaçado pelos EUA, sob a alegação de não ser o moderado Khatami, o comandante-em-chefe das Forças Armadas. Traduzindo em miúdos, presidentizinho do Irã não significa nada. Irônico é saber que Ahmadinejad também não é o comandante-em-chefe das Forças Armadas, mas é demonizado como se estivesse a ponto de apertar o botão de explosão do mundo.- República Morumbi-LeblonPara terminar, e devo lembrar que isso é só um aperitivo, um convite singelo para a leitura da íntegra do artigo de Avelar, falemos da República Morumbi-Leblon. Ela que em manifestações pró-Israel e pró-direitos humanos, apareceu nas televisões, portais da internet e jornais, clamando por humanidade e pintando Ahmadinejad e o Irã como demônios. Ora, é intrigante perceber que não se ouviu nenhum protesto dela quando o presidente que invadiu o Afeganistão e o Iraque e que emprega sanções que dizimam pessoas em todo o mundo foi recebido pelo Itamaraty. Bush, Guantánamo e mesmo Tony Blair passaram batido por ela. Israel e os ataques a Gaza também. Que direitos humanos são esses que privilegiam uns e esquecem de outros?Assim como Avelar também faço coro aos que lutam por direitos humanos, contra as proibições sofridas pelas mulheres iranianas e as perseguições aos homossexuais impostas pelos países islâmicos. Mas repito o brado não só contra o Irã, que é a modinha e o bode expiatório da vez, mas contra qualquer país. Ahmadinejad mantém um discurso fundamentalista, mas também prega contra o massacre e a política obscura de Israel e dos EUA, e isso não pode ser anulado. E isso é importante, fundamental, que todos saibam.

